Artigo de opinião | A pandemia, a economia e a sociedade

04 Mai 2021

A situação pandémica que temos entre nós colocou-nos desafios de várias dimensões, onde as vulnerabilidades humanas, sociais, económicas e políticas estiveram à prova. Mas as maiores evidências foram a impotência e a impreparação para a enfrentarmos, sendo também notória a escassez de meios. Não havia histórico e a aprendizagem teve de ser feita em cima dos acontecimentos, para atacar um inimigo invisível e de elevada complexidade, cujo combate requeria meios especializados que não estavam disponíveis, nem tão pouco concebidos.

Os seus efeitos são conhecidos. A pandemia, de tão democrática que foi, não deixou ninguém de fora, e o medo instalou-se para testar os limites do ser humano e expressar o mais, e o menos, recomendável que nele existe.

Hoje, felizmente, começamos a pressentir um desanuviamento da situação sanitária, contribuindo para o restabelecimento dos níveis de confiança social e económica, sem os quais não é possível planear a vida das famílias, das empresas e do próprio país. Ainda temos muito caminho para fazer e não podemos aligeirar as nossas responsabilidades cívicas se queremos atingir a nossa liberdade de movimentos sem colocar em causa a saúde pública, a nossa vida social e económica.

Num cenário de evolução positiva no combate à pandemia da Covid-19, espera-se que em maio, à semelhança do que sucedeu em 2020, não sejam necessários novos prolongamentos do estado de emergência, dando-se assim início a um novo ciclo de retoma e de afirmação da nossa economia.

Naturalmente que esta será gradual, faseada e distinta, em função da maior ou menor exposição de cada atividade ou setor à pandemia e à crise económica em que mergulhamos.

A reabertura da totalidade das atividades económicas, sociais e culturais, e o próprio processo de evolução da recuperação económica muito dependerá da capacidade de resiliência das nossas empresas e empresários, sobretudo em termos de liderança, inovação, conhecimento, melhoria contínua e eventual reinvenção da atividade e negócios. É uma prova de fogo que teremos de ultrapassar com serenidade e confiança para que Braga e a nossa região retomem, o mais rapidamente possível, a trajetória de crescimento e desenvolvimento que se verificava antes da pandemia.

A incerteza continua latente mas, à semelhança do que sucedeu em outros ciclos da nossa história, os Bracarenses, os empresários/as e os Portugueses em geral saberão, com empenho, determinação e inteligência, encontrar novas soluções para novos problemas.

Acredito que Braga tem todas as condições para rapidamente ultrapassar os constrangimentos económicos e sociais causados pela pandemia. Para tal, muito contribuirão as distinções internacionais recentemente verificadas.

A distinção Braga – “Melhor Destino Turístico Europeu” e também a recente declaração do Bom Jesus como Património Mundial da Unesco são conquistas e reconhecimentos que ajudam a alavancar setores tão relevantes para Braga como o turismo, os serviços, a cultura e o comércio.

No regresso à normalidade, a vida na nossa cidade exigirá que a nossa oferta turística e comercial volte a ser o que era antes da pandemia: apelativa, pujante e diferenciadora. Para tal, não deixará de emergir e afirmar-se a enorme capacidade de iniciativa e de regeneração do nosso tecido empresarial.

Olhamos para o futuro com a esperança de que vamos vencer e com a certeza de que Braga continuará a ser uma cidade encantadora e irresistível.

– artigo de opinião do Presidente da ACB, Domingos Macedo Barbosa, na Revista da Feel It da F3M

 

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