Taxa Turística – Informação aos associados

A Associação Comercial de Braga apresentou, na passada sexta-feira, dia 6 de março, um pedido de suspensão da taxa municipal turística, para o ano 2020, como medida que poderá contribuir para atenuar o impacte económico da epidemia Covid-19 no setor do turismo.

O cancelamento ou adiamento de eventos desportivos, culturais e científicos, em especial os que contam com a participantes de várias nacionalidades, está a gerar um número muito significativo de cancelamento de reservas, o que, aliado à diminuição abrupta da procura, por parte de turistas nacionais e estrangeiros, a título individual ou através de operadores turísticos, está a gerar aos agentes dos setores do alojamento, restauração, animação turística, viagens e transportes, uma redução significativa e imprevista de rendimentos e, ao mesmo tempo, a necessidade de realizarem um esforço acrescido de promoção e conquista de novos clientes e consumidores.

A ACB manifestou, ainda, preocupação com o impacte económico e social da propagação rápida do Covid-19, entendendo que se não houver uma reversão rápida dos níveis de propagação em Portugal e nos principais mercados emissores de turistas, o Governo e as Autarquias devem adotar, atempadamente, diversas medidas de apoio às empresas, mormente do setor do Turismo, no sentido de garantir o emprego e a sustentabilidade económica e financeira dos agentes económicos afetados.

Entretanto, o Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, comunicou à ACB que o Executivo, nas atuais circunstâncias, não equaciona a suspensão da aplicação da taxa turística, considerando que a taxa não condiciona (que não de forma residual) a evolução da procura.

Partilhando da preocupação quanto às consequências do Covid-19, Ricardo Rio manifestou o empenho do Município em prosseguir um conjunto de iniciativas que assegurem o crescimento do setor, na medida em que a evolução da epidemia e as orientações da Direção-Geral de Saúde sobre o tema o permitam, considerando que competirá ao Governo aferir da viabilidade da criação de eventuais medidas compensatórias para os agentes económicos.